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As
Meninas Super Poderosas
Definitivamente
eu não estou falando do desenho animado,
onde três meninas “zóiudas”
voam e esbofeteiam um macaco doido, estou falando
do crescimento do surfe feminino como um todo.
A demanda de novos talentos, o alto grau de dedicação
que as iniciantes têm dispensado a esta
modalidade esportiva, o número crescente
de meninas nas escolinhas, o apoio dos Pais e
o apoio das empresas de surfwear (ainda discreto),
são fatores de peso nesta transformação.
Em um passado não tão distante,
o surfe feminino era praticado por poucas garotas
que ostentavam, além do preconceito, uma
falta total de apoio e credibilidade. O tempo
passou e hoje o surfe feminino ocupa lugar de
destaque na mídia, não há
como negar que estas meninas são realmente
poderosas.
O mercado de surfwear
para este segmento é indiscutivelmente
de maior liquidez que o masculino (elas compram
mais e com mais freqüência), doa a
quem doer.
Mas, estas mulheres que na verdade são
eternas meninas, estão ocupando seu lugar
de direito que sempre lhes foi renegado. Tenho
atuado com freqüência em eventos de
surfe feminino e é indiscutível
a evolução no desempenho das meninas,
mesmo com algumas limitações físicas
e estruturais.
Agora já é normal dividir o outside
com uma dezena de meninas e elas merecem ser respeitadas,
ter o direito de surfarem suas ondas sem serem
rabeadas, pois algumas delas têm performances
bem mais expressivas que muitos homens.
Acabei de retornar
do Guarujá, onde foi realizada a segunda
etapa do circuito Petrobras de Surf Feminino.
Durante três dias, cerca de 100 meninas
a partir de 10 anos de idade em 06 categorias
distintas, enfrentaram frio, chuva e sol em ondas
que variaram de 0,30 cm aos 3,0 metros. Superação
foi a palavra chave deste evento, pois o canto
do Maluf na praia das Pitangueiras ofereceu inúmeros
desafios para este batalhão de mulheres
que lutaram como guerreiras diante das condições
adversas.
As meninas de Ubatuba conquistaram excelentes
resultados e participaram das finais em praticamente
todas as categorias. Vale ressaltar o apoio da
Prefeitura Municipal e da Secretaria de Esportes
de Ubatuba, pois é a única cidade
do Brasil que presta suporte ao surf feminino
e conta com uma delegação participando
deste evento.
Para terminar,
deixo aqui expressa toda a admiração
e respeito que tenho por todas as mulheres deste
planeta, seres especiais dotados da capacidade
de gerarem outros seres...Suportam dores...Vencem
barreiras...Dão razão às
nossas vidas, Parabéns!
Paulo Motta
(dedico esta coluna em especial à mulher
da minha vida... Maria Luiza.).
surfhf@uol.com.br
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